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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Tecnologia e inteligência política

Ficar à mercê das armadilhas que a tecnologia pode promover tem antídoto: trabalho sério, continuado e direcionado para um público alvo específico com o cuidado da segmentação. 

E nunca ficou tão fácil para vereadores e prefeitos, pelo menos nas cidades médias porque o que conta nesses casos é o relacionamento com o eleitor. 

O que existe de mais poderoso e abrangente são os mecanismos de busca, acessáveis apenas se o seu trabalho e trajetória estiverem registrados em um blog ou site

São as cidades médias aquelas que apresentam os maiores desafios, já que não é tão simples como numa cidade pequena onde todos se conhecem, mas é bem mais fácil que numa cidade grande, tipo as capitais do Sudeste onde toda a propaganda chega em grande parte das vezes através da imprensa e das redes sociais.

Agora que estão na moda as “fake news”, as cidades médias vão apresentar um desafio para quem pleiteia uma vaga na prefeitura e na câmara. Os candidatos terão que adotar uma postura de cidade pequena, buscando conhecer e afinar suas ideias com a população e dar publicidade disso pela internet e imprensa.

Redes Sociais

Ao contrário do que muita gente pensa, as redes sociais são invisibilizadoras de qualquer ação baseada apenas nelas. Já falei sobre isso aqui. O que existe de mais poderoso e abrangente são os mecanismos de busca, acessáveis apenas se o seu trabalho e trajetória estiverem registrados em um blog ou site. O que dá abrangência no trabalho do político municipal é o texto que descreve a ação e a imagem que mostra a ação e é só a partir daí que o material vai ganhar as redes sociais.

Se o conteúdo é bom e verdadeiro, qualquer piada ou tentativa de chamuscar a imagem, cai rapidamente por terra. Já ao contrário servirá de combustível para que se espalhe toda sorte de informação negativa.

Como nada escapa do poder da tecnologia, o único antídoto é postura e divulgação sistemática.

Já atuam no Brasil, empresas que prometem análise de dados que permitem conhecer a audiência de maneira segmentada, oferecendo assim a oportunidade de encontrar segmentos sociais mais afinados com o perfil do político e assim buscar o engajamento nas campanhas desse público.

Se você não quer pagar por esses serviços, nem se tornar uma vítima nas mãos deles, o caminho é construir autoridade através do alinhamento da sua postura e da sua divulgação.

Construir Autoridade

Construir autoridade leva tempo, mas custa mais barato e te coloca na dianteira de qualquer candidato que de última hora, resolva colocar todas as artimanhas tecnológicas para fazer uma campanha.

A tecnologia pode ser uma aliada poderosa e ao mesmo tempo acessível financeiramente se você tomar a atitude correta enquanto o tempo está a seu favor.

Enfim se você já tem a liderança em determinado setor e é reconhecido por isso e seu discurso e ações refletem os interesses sociais, lembre que Uberlândia teve em 2016, mais de 250 mil eleitores que votaram válido, mas em candidatos que não foram eleitos entre os mais de 600 que se candidataram, ou seja, votaram de forma pulverizada. 

Situação que deve se repetir em 2020 a não ser que você se organize agora

Não os números, mas o ambiente, foi o mesmo em Araguari e Uberaba por exemplo e em inúmeras outras cidades de mesmo porte e importância pelo Brasil afora.

O cenário é adverso para a política e para os políticos, situação que só pode ser revertida com postura nova perante o eleitorado e o próprio mandato.

Fale comigo!!!

Pedro Reis
FarolCom Inteligência (FCI)

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Importante exercer a cidadania

Nesta próxima quinta-feira, 30 de novembro, encerro uma das empreitadas mais importantes na minha já longa trajetória profissional


Eu sou municipalista de longa data, por entender que o ente federativo mais importante de um país é a cidade

Importante exercer a cidadania - Eu sou municipalista de longa data, por entender que o ente federativo mais importante de um país é a cidade | arquivo pessoal

Durante oito anos na chefia da seção de jornalismo da Câmara Municipal de Uberlândia, tive a oportunidade de viver a experiência de servidor público, conhecer as responsabilidades, limitações e os apuros de atender da melhor forma tanto os colegas quanto aos vereadores e vereadoras.

Uma honra pelos tantos professores entre colegas e vereadores que me ofereceram a visão por diferentes prismas, do processo de construção das leis e toda a diplomacia envolvida nessas questões. Todas as discussões pela ótica de oposição X situação, naquilo que resulta no funcionamento das cidades.

Eu sou municipalista de longa data, por entender que o ente federativo mais importante de um país é a cidade, o lugar onde tudo realmente acontece, onde se produz, onde se vive, onde se ganha o pão, onde se constitui família, tenhamos nela nascido ou escolhido em dado momento da vida.

Uma lei, por simples que seja, percorre um longo caminho entre a percepção de uma determinada questão e a votação em plenário e consequente sanção pelo prefeito ou promulgação pelo presidente da Câmara, conforme a natureza e circunstância do assunto em questão.

A Câmara Municipal é um lugar onde as ideias fervilham e conflitam, onde o fundamento jurídico precisa encontrar o anseio de um ou de vários setores da sociedade e a oposição daqueles que enxergam a matéria por outro viés, para que em dado momento se chegue a um consenso e se crie ou não e até se revogue ou se corrija uma determinada lei.

Não é tarefa simples e quem nela trabalha precisa acompanhar esse vulcão.

Pelo Brasil e em Uberlândia não é diferente, a galeria, reservada à população, muitas vezes está vazia, falta o cidadão.

Não aquele que organizado em grupo, sempre lota os espaços, quando da apreciação de matéria de seu interesse, mas o indivíduo, estudante, trabalhador, dona de casa, profissional liberal, que na minha visão deveria reservar um tempo e se familiarizar com o lugar onde os destinos da cidade, nossa casa, nosso papel na sociedade, são discutidos e decididos.

A participação dos cidadãos desde o voto até a conclusão dos mandatos é fundamental para amadurecer e ampliar o debate e contribuir tanto para a arrecadação quanto a destinação das verbas ao longo dos quatro anos e mesmo a projeção para o futuro e a qualidade das políticas públicas em curso ou por implantar.

Aquelas mulheres e homens que se reúnem para defender ou contestar ideias e leis vigentes, que às vezes brigam, às vezes se juntam numa roda, que usam a tribuna para denunciar ou aplaudir, que divergem ou concordam, estão em suma, representando a vontade de todos aqueles (nós) que a cada quatro anos renovam ou cancelam esse direito.

O Brasil passa por um momento delicado de sua história e um descrédito generalizado nas instituições.

Na minha visão, o começo da mudança é a participação das pessoas na rotina política e social das cidades e a Câmara Municipal é o lugar absolutamente adequado para que isso aconteça.

Aproxime-se do vereador ou vereadora que você elegeu, informe-se sobre os trabalhos que realiza e em quais causas está envolvido. Mesmo que o seu voto não tenha sido contemplado com uma cadeira na casa legislativa, busque conhecer os que estão lá.

Em tempos de internet com tanta informação vazia e muitas vezes falsa ou sensacionalista é importante buscá-la na fonte, sempre. Todos estão empenhados em oferecer o seu melhor.

Penso que será uma experiência rica e positiva, como foi a minha nesses oito anos que trabalhei lá. Esse envolvimento resulta em exercício da cidadania, tão importante para recolocar o nosso amado Brasil nos eixos outra vez.

Agora, aqui de fora, vou me empenhar em fazer a ponte entre o que se discute lá e o que as pessoas pensam e sentem e espero ser bem sucedido mais uma vez.

E quero vocês todos junto comigo. Sejam bem vindos.

Pedro Reis é jornalista, ambientalista e artista plástico. Editor do FarolCom e do FarolCom Inteligência

Pedro Reis
FarolCom Inteligência (FCI)

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Invisibilidade política e as redes sociais

As redes sociais dão a falsa impressão de que o mundo inteiro está te vendo. Tudo e principalmente porque a maioria ainda pensa em volume, quantidade, enquanto que na internet como um todo, o que importa de verdade é a qualidade. Se você não tem conteúdo, uma causa afinada com sua atividade, os mecanismos de busca simplesmente vão te ignorar.

É preciso aparecer nos resultados das buscas que o cidadão faz antes da hora da urna
Invisibilidade política e as redes sociais - É preciso aparecer nos resultados das buscas que o cidadão faz muito antes da hora da urna | ilustração/TSE

Na política não é diferente. Fan page no Facebook, perfil no Twitter, Instagram, Google+, LinkedIn, curtidas, comentários, corações, seguidores e todo tipo de sinalização não são garantia de que o político seja lembrado e mais do que isso, receba o voto, vital para a sua carreira.

Contato direto com o eleitor, segmentado e periódico, conteúdo alinhado com as necessidades do grupo de suporte (povo, associações e instituições) são as armas eficazes para fazer toda a diferença nas campanhas e o mais importante, com um custo operacional muito menor.


Facebook


O modelo de negócio do Facebook é totalmente voltado aos interesses dele próprio e na minha visão e experiência uma rede sem futuro pelo simples fato de que ele precisa de consumidor para justificar o dinheiro dos anunciantes.

Não há nada que ofereça conteúdo relevante ou que construa autoridade, nada que se possa fazer com o que aparece por lá, um "Orkut" cuja moda passou e o Google inteligentemente descontinuou. Uma bolha que está prestes a estourar.

Cada dia mais o Facebook se especializa em se tornar um gigantesco catálogo telefônico no formato eletrônico, nada mais do que isso. De tanto que se segmenta, vai acabar não atendendo ninguém. Uma bolha que condena bilhões ao ostracismo, um instituto de pesquisa que serve para coletar dados de consumo que provavelmente são vendidos aos donos do mercado internacional.

Marketing de conteúdo


Significa basicamente que o seu conteúdo quanto mais relevante, inédito e autoral, mais vai alimentar os mecanismos de busca (aquilo que as pessoas buscam quando digitam um assunto no Google). É lá no assunto de interesse do internauta que o seu nome precisa aparecer e saber associar isso de maneira natural é a chave que abre o cofre.

Você será lembrado pelas ações e pela defesa ou ataque que fizer de cada tema. Isso é o que vai ficar registrado nos bancos de dados da internet, nada mais.

E se esse registro não tiver espaço para o seu posicionamento oficial, mais valerá a opinião dos outros (jornais, revistas, grupos ativistas e assemelhados) e se isso for contra a sua intenção, será muito difícil corrigir o estrago. Razão pela qual é mais do que urgente que você tenha um blog ou site e pessoas trabalhando para deixar seu ponto de vista bem às claras e mais rápido que as outras opiniões.

Transparência


Mais do que em qualquer outro tempo, a transparência nas atitudes é o grande diferencial. Se o seu posicionamento além de relevante, inédito e autoral for transparente, vai poupar muito dinheiro e sola de sapato.

Eleitorado


Nas eleições municipais em Uberlândia de 2016 a quantidade de votos que elegeu os 27 vereadores foi menor que a que elegeu o grupo anterior em 2012. Os campeões de voto em 2016 tiveram a metade dos votos dos campeões em 2012 e a tendência é que isso se torne mais acirrado, alimentado pelo fogo do descrédito que assola a classe política atualmente.

Eleição para vereador em Uberlândia (2012)


444.792 – eleitorado total
70.307 – abstenções
16.238 – brancos
14.179 – nulos
344.068 de votos válidos

95.650 – foi a soma dos votos dos 27 eleitos. (Média de 3542 votos)

Eleição para vereador em Uberlândia (2016)


478.250– eleitorado total
92.545 – abstenções
19.829 – brancos
27.683 – nulos
338.193 de votos válidos

89.010 – foi a soma dos votos dos 27 eleitos. (Média de 3296 votos)

Compare os números e pense se pode existir uma maneira de reverter esse quadro.

Eu tenho propostas.


Pedro Reis
FarolCom Inteligência (FCI)

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