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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Candidatos poderão usar recursos próprios nas campanhas

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou a resolução que disciplina os mecanismos de financiamento de campanha para as eleições de 2018. De acordo com o texto, publicado no dia 2 no Diário da Justiça Eletrônico, além dos recursos partidários e doações de pessoas físicas, os candidatos poderão usar recursos próprios em suas campanhas, o chamado autofinanciamento.

Pelo calendário eleitoral de 2018, o tribunal tem até 5 de março para confirmar todas as normas para o pleito deste ano


“O candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre”, diz o texto da Resolução 23.553, cujo relator foi o ministro Luiz Fux, que desde o dia 6 ocupa a presidência do TSE.

Haverá limite de gastos com as campanhas. De acordo com a resolução, no caso da disputa pela Presidência da República, o valor máximo com gastos de campanha será de R$ 70 milhões. Nas eleições para o cargo de governador, os valores vão de R$ 2,8 milhões a R$ 21 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para a disputa a uma vaga no Senado, os limites variam de R$ 2,5 milhões a R$ 5,6 milhões, conforme o número de eleitores do estado. Para deputado federal, o limite é de R$ 2,5 milhões e de R$ 1 milhão para as eleições de deputado estadual ou distrital.

As doações, entretanto, ficam limitadas a 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. Os bens próprios do candidato também poderão ser objeto de doação. Mas somente podem ser utilizados na campanha eleitoral quando demonstrado “que já integravam seu patrimônio em período anterior ao pedido de registro da respectiva candidatura”.

A resolução diz ainda que, além da doação ou cessão temporária de bens e serviços, as doações poderão ocorrer inclusive por meio da internet. No caso das doações bancárias, deverá constar o CPF do doador. Já “as doações financeiras de valor igual ou superior a R$ 1.064,10 só poderão ser realizadas mediante transferência eletrônica entre as contas bancárias do doador e do beneficiário da doação.”

A resolução regulamenta também outra novidade, a possibilidade de financiamento coletivo da campanha por meio de plataformas na internet. Para tanto, a plataforma deverá ter cadastro prévio na Justiça Eleitoral. Serão exigidos, ainda, o recibo da transação, identificação obrigatória, com o nome completo e o CPF do doador; o valor das quantias doadas individualmente, forma de pagamento e as datas das respectivas doações.

Essas informações deverão ser disponibilizadas na internet, devendo ser atualizada instantaneamente a cada nova doação. Os dados deverão ser enviados imediatamente à Justiça Eleitoral.

A polêmica em torno do autofinanciamento começou em dezembro do ano passado, quando o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Michel Temer que liberava o autofinanciamento sem restrição nas campanhas. Na ocasião, os parlamentares entenderam que isto poderia favorecer os candidatos com maior poder aquisitivo.

Contudo, a derrubada ocorreu a menos de um ano da eleição, o que poderia ensejar insegurança e disputa jurídica. Com isso, coube ao TSE editar norma com as regras. Pelo calendário eleitoral de 2018, o tribunal tem até 5 de março para confirmar todas as normas para o pleito deste ano.

Agência Brasil

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Por que você não apoiaria este projeto?

Quase 250 mil pessoas votaram em Uberlândia na eleição de 2016 e não elegeram você. Na verdade não elegeram ninguém. Apenas outras 89 mil pessoas votaram nos atuais vereadores e vereadoras. 

Existe um universo de 250 mil votos para serem conquistados e ninguém aproveitou

Por que você não apoiaria este projeto? - Existe um universo de 250 mil votos para serem conquistados e ninguém aproveitou | qimono/pixabay

E esse universo pode fazer a diferença entre disputar votos com outros 600 candidatos e a construção de relacionamento com o eleitorado.

O eleitor não conhece ou tem um conceito equivocado dos candidatos, mas os candidatos também não conhecem seu eleitorado.

Significa que apesar do crescimento dos votos nulos, brancos e abstenções que inclusive reduziram o número de votos válidos de 2012 para 2016, ainda existe muita gente que vota em alguém.

Esse eleitor que não qualifica seu voto, que vai na onda dos amigos e parentes, que usa mesmo a lista de candidatos afixada nas seções eleitorais, pode vir a ser seu eleitor.

Basta que ele comece a tomar conhecimento do seu trabalho através de você mesmo. As informações políticas e dos políticos chegam em sua grande maioria ao conhecimento do público através da TV e jornais e hoje em dia com cada vez mais força pela internet e muitas vezes sob uma ótica antagônica ao que seria de esperar por parte do político.

Quando você fala do que fez e faz, tanto no mundo real, quanto na internet, mais fácil se torna rebater qualquer calúnia ou notícia negativa sobre você.

Nosso trabalho está direcionado ao eleitor e a formação de consciência política e exercício da cidadania e consequentemente um voto mais consciente.

Por essa razão seu apoio ao meu trabalho abre uma grande possibilidade de um número maior de votos em 2020 e mais consistência no relacionamento com o eleitor.

Pedro Reis é jornalista, ambientalista e artista plástico. Editor do FarolCom e do FarolCom Inteligência

Pedro Reis
FarolCom Inteligência (FCI)

Faça o primeiro contato:
34-9-9129-1547 - whatsapp
34-9-8842-4861 - telegram

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Invisibilidade política e as redes sociais

As redes sociais dão a falsa impressão de que o mundo inteiro está te vendo. Tudo e principalmente porque a maioria ainda pensa em volume, quantidade, enquanto que na internet como um todo, o que importa de verdade é a qualidade. Se você não tem conteúdo, uma causa afinada com sua atividade, os mecanismos de busca simplesmente vão te ignorar.

É preciso aparecer nos resultados das buscas que o cidadão faz antes da hora da urna
Invisibilidade política e as redes sociais - É preciso aparecer nos resultados das buscas que o cidadão faz muito antes da hora da urna | ilustração/TSE

Na política não é diferente. Fan page no Facebook, perfil no Twitter, Instagram, Google+, LinkedIn, curtidas, comentários, corações, seguidores e todo tipo de sinalização não são garantia de que o político seja lembrado e mais do que isso, receba o voto, vital para a sua carreira.

Contato direto com o eleitor, segmentado e periódico, conteúdo alinhado com as necessidades do grupo de suporte (povo, associações e instituições) são as armas eficazes para fazer toda a diferença nas campanhas e o mais importante, com um custo operacional muito menor.


Facebook


O modelo de negócio do Facebook é totalmente voltado aos interesses dele próprio e na minha visão e experiência uma rede sem futuro pelo simples fato de que ele precisa de consumidor para justificar o dinheiro dos anunciantes.

Não há nada que ofereça conteúdo relevante ou que construa autoridade, nada que se possa fazer com o que aparece por lá, um "Orkut" cuja moda passou e o Google inteligentemente descontinuou. Uma bolha que está prestes a estourar.

Cada dia mais o Facebook se especializa em se tornar um gigantesco catálogo telefônico no formato eletrônico, nada mais do que isso. De tanto que se segmenta, vai acabar não atendendo ninguém. Uma bolha que condena bilhões ao ostracismo, um instituto de pesquisa que serve para coletar dados de consumo que provavelmente são vendidos aos donos do mercado internacional.

Marketing de conteúdo


Significa basicamente que o seu conteúdo quanto mais relevante, inédito e autoral, mais vai alimentar os mecanismos de busca (aquilo que as pessoas buscam quando digitam um assunto no Google). É lá no assunto de interesse do internauta que o seu nome precisa aparecer e saber associar isso de maneira natural é a chave que abre o cofre.

Você será lembrado pelas ações e pela defesa ou ataque que fizer de cada tema. Isso é o que vai ficar registrado nos bancos de dados da internet, nada mais.

E se esse registro não tiver espaço para o seu posicionamento oficial, mais valerá a opinião dos outros (jornais, revistas, grupos ativistas e assemelhados) e se isso for contra a sua intenção, será muito difícil corrigir o estrago. Razão pela qual é mais do que urgente que você tenha um blog ou site e pessoas trabalhando para deixar seu ponto de vista bem às claras e mais rápido que as outras opiniões.

Transparência


Mais do que em qualquer outro tempo, a transparência nas atitudes é o grande diferencial. Se o seu posicionamento além de relevante, inédito e autoral for transparente, vai poupar muito dinheiro e sola de sapato.

Eleitorado


Nas eleições municipais em Uberlândia de 2016 a quantidade de votos que elegeu os 27 vereadores foi menor que a que elegeu o grupo anterior em 2012. Os campeões de voto em 2016 tiveram a metade dos votos dos campeões em 2012 e a tendência é que isso se torne mais acirrado, alimentado pelo fogo do descrédito que assola a classe política atualmente.

Eleição para vereador em Uberlândia (2012)


444.792 – eleitorado total
70.307 – abstenções
16.238 – brancos
14.179 – nulos
344.068 de votos válidos

95.650 – foi a soma dos votos dos 27 eleitos. (Média de 3542 votos)

Eleição para vereador em Uberlândia (2016)


478.250– eleitorado total
92.545 – abstenções
19.829 – brancos
27.683 – nulos
338.193 de votos válidos

89.010 – foi a soma dos votos dos 27 eleitos. (Média de 3296 votos)

Compare os números e pense se pode existir uma maneira de reverter esse quadro.

Eu tenho propostas.


Pedro Reis
FarolCom Inteligência (FCI)

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