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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Para cativar o eleitor

Para cativar o eleitor é preciso muito mais que promessas ou discursos. O comportamento do eleitorado mudou na medida em que a tecnologia foi ocupando os espaços e as ferramentas de comunicação pulverizaram a informação.

Uberlândia tem 250 mil eleitores que votam válido, mas em qualquer candidato e o grande desafio é trabalhar para fidelizar votos dentro desse universo

Uberlândia tem 250 mil eleitores que votam válido, mas em qualquer candidato e o grande desafio é trabalhar para fidelizar votos dentro desse universo. O eleitor está cobrando trabalho, atitude e presença e neste último item reside a tarefa mais complexa, que demanda tempo e precisa de coerência entre a fala e a ação.

Presença aliás é uma possibilidade concreta através de aplicativos de mensagem, desde que o cidadão solicite. O spam é um risco alto e a chance de uma mensagem não solicitada ser bloqueada é altíssimo.

A partir de uma pequena reestruturação das funções do gabinete que passa a coletar informações de interesse do mandato. Esse material deve ser enviado para o processo de otimização e depois disso transformado em informação pública.

Benefícios

O maior de todos os benefícios é tirar a força de boatos. Uma informação trabalhada e detalhada derruba qualquer boataria, tão comum na internet.

O público percebe muito rápido que há verdadeiro interesse em informar quando o canal de comunicação está aberto.

A informação e o canal de comunicação vão gradativamente criando autoridade e nos mecanismos de busca isso é um patrimônio valioso.

Antecipação

Os votos que elegem, caíram consideravelmente entre 2008 e 2016, a quantidade de candidatos por vaga aumentou, mas existe um universo votante que daria para eleger mais 10 câmaras como a de Uberlândia e que precisa ver valor para direcionar seu voto.

Trabalhado com antecipação pode economizar até 90% da verba de campanha além de criar um vínculo forte com o eleitorado.

Hoje, com mais de 2 anos para as eleições municipais e pelo vazio de lideranças é a hora perfeita para alicerçar o seu mandato.

Fale comigo!!!


Pedro Reis
FarolCom Inteligência (FCI)

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sábado, 20 de janeiro de 2018

O tempo a favor da nova política

Meu foco tem sido a importância da preparação para as eleições de 2020, quando iremos eleger vereadores e prefeitos nos mais de 5500 municípios brasileiros e que no meu entendimento é a mais importante das eleições.

Temos o tempo e a tecnologia a favor de todos aqueles que na maioria das cidades irão se lançar nessa empreitada

Temos o tempo e a tecnologia a favor de todos aqueles que na maioria das cidades irão se lançar nessa empreitada.

Passamos sim, por uma crise política das mais profundas na história do país e renovar o quadro e o sistema vigente, depende basicamente de:
  • Participação política dos cidadãos no dia a dia das cidades
  • Candidatos e candidatas efetivamente investidos de espírito público
  • Ética e transparência na vida
Não serão eleições comuns. Os discursos habituais não encontrarão eco, porque as pessoas querem saber de pessoas definitivamente conscientes e conhecedoras do lugar onde vivem e trabalham. E que tragam soluções e atitudes em vez de promessas.

Pessoas que deverão ter plena noção das necessidades daquele município onde se lançam candidatas e plena disposição para enfrentar as questões próprias de cada lugar.

O vereador é porta voz de setores da comunidade, no sentido de levar ao prefeito os pleitos dessas comunidades, devem ser conhecedores das condições gerais em que vive essa comunidade e além de fiscalizar o prefeito devem com ele ombrear para uma cidade mais justa e feliz.

O que precisa um candidato a vereador/a?

Em primeiro lugar espírito de liderança; em segundo lugar a aceitação dessa liderança pelos que vivem num determinado bairro ou atuam em determinado setor; terceiro, precisa estar absolutamente afinado e comprometido com as questões de interesse desses cidadãos.

Somado a isso, a disposição e o empenho de estabelecer uma conversa direta e continuada com esse público, sem esperar pelos 45 dias que antecedem a eleição e formular promessas que muitas das vezes não poderão ser cumpridas.

Para que não seja uma campanha cara e ainda correr o risco de ser mal sucedida, temos no presente momento o tempo. São dois anos e dez meses para a partir de uma ou mais necessidades reais detectadas, arregaçar as mangas e começar o trabalho.

Cada dia desperdiçado agora vai fazer toda a diferença na eleição. Vai tornar as campanhas cada vez mais onerosas e aumentar as chances de falhar.

Publicidade e tecnologia

Hoje temos a internet, o lugar onde toda a nossa história fica registrada e que vai ser nossa prova incontestável de que o trabalho realizado merece o voto de confiança da população.

Não falo de redes sociais, mas de registro de material próprio, um site, um blog, onde cada passo do trabalho possa ser registrado e localizado pelos mecanismos de busca. O lugar onde as demandas possam ser divulgadas e encaminhadas e o lugar onde se pode estabelecer uma linha permanente de comunicação segmentada com o público interessado.

Isso não se faz do dia para a noite. Além do que permite que o postulante possa mostrar de maneira absolutamente transparente quem ele é.

Em 2020, muito mais do que nas próximas eleições, os tais robôs e indústria da notícia fake vão estar ainda mais ativos e afiados e a única arma eficaz para não ser vítima dessas artimanhas tecnológicas é a construção da autoridade através de site ou blog e relacionamento com o público.

Muito simples se começar cedo e absolutamente inútil se começar tarde. 

Método consistente

Oferecer essas ferramentas é o meu trabalho e se você tem pretensões políticas para 2020 saia na frente o mais rápido que puder. Redes sociais, post patrocinado, são um grande desperdício sem que haja a construção de autoridade através do registro sistemático e consistente das ações e o relacionamento com os possíveis eleitores.


Lembrando que quem tem mandato e realiza um bom trabalho já está em vantagem. Há espaço e quantidade de votos para que muitos desde que se organizem e tenham conteúdo possam alcançar sucesso na sua busca por um lugar na Câmara Municipal.

A campanha inteligente e trabalhosa vai poupar recursos e utilizar a internet como alavanca poderosa para a divulgação do seu trabalho.

Fale comigo!

Pedro Reis
FarolCom Inteligência (FCI)

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Política na internet reflete o mundo físico

Propaganda eleitoral na internet será o grande desafio das campanhas eleitorais daqui em diante. Muitos entusiastas declaram que as redes sociais serão a grande arma dos candidatos para se conectar com os eleitores. 

A grande sacada é mudar o relacionamento com o eleitor de maneira que ele saiba das ações e projetos e com isso criar afinidade.

Se por um lado, deixar para atuar na internet apenas nas datas oficiais da propaganda eleitoral trará um prejuízo irreparável para uma campanha eleitoral, por outro é no mundo real que as coisas precisam acontecer primeiro.

A grande sacada é mudar o relacionamento com o eleitor de maneira que ele saiba das ações e projetos e com isso criar afinidade.

A internet e as redes sociais são uma excelente oportunidade para os candidatos mostrarem suas habilidades, aptidões ou características mas isso vai depender de um trabalho anterior, reconhecido e que promova transformações sociais.

Já a partir das eleições de outubro deste ano vão aumentar os discursos do tipo:


"Sou novo, nunca fui político"
"Os eleitores querem um gestor e não um político profissional"
"É preciso renovar e eu sou uma opção"

Esse tipo de discurso virou febre entre os candidatos. Mas lembre-se: - Se o candidato não é conhecido, não é líder e não esta alinhado aos interesses do público alvo.....

Primeiro passo é entender que na internet é diferente

Santinhos, jornais impressos e outros materiais de divulgação podem ter funcionado bem no passado, na internet mais do que visibilidade será preciso engajamento. No passado uma lista de e-mail ou telefone era suficiente para fazer um callcenter eleitoral. Hoje o que faz a diferença é comunicação segmentada, permanente e com um tom pessoal.

Isso exige uma equipe treinada, afinada com o perfil do político muito além do simples salário. A maioria não tem essa estrutura.

Para as eleições de 2018, embora muitos não acreditem, o tempo já acabou. Construir uma candidatura do zero nesta altura do campeonato, vai ser uma tarefa inglória. Os pequenos ajustes ainda terão lugar, mas a campanha ainda será mais onerosa do que trabalhosa.

Para vereador em 2020 já existe um horizonte amplo que pode fazer com que a campanha, que bem da verdade nunca acaba, seja mais trabalhosa do que onerosa, ou seja, dará mais trabalho (embora diluído a longo prazo) mas será mais barata e com ampla possibilidade de ser objetiva, direta e com mais eleitores na média para cada candidato.

Só em Uberlândia, há 250 mil eleitores que votam no que aparecer na frente, na última hora e que poderiam oferecer folga na votação desde que se revisem os métodos de trabalho e as políticas de aproximação.

Falar a verdade e trabalhar as questões sociais com verdadeiro interesse

O que distancia atualmente o político do eleitor é a falta de coerência entre discurso e prática.

Nosso trabalho visa exatamente fazer o meio de campo tanto para aprimorar a comunicação dos políticos, quanto para aprimorar a participação do cidadão nas eleições e durante os mandatos.

Obrigado por sua atenção.
Pedro Reis - Editor do FarolCom e do FarolCom Inteligência

Pedro Reis
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Cada dia desperdiçado agora vai fazer toda a diferença na eleição

Os números do próprio Tribunal Superior Eleitoral, mostram o crescente desinteresse do eleitor e a pulverização do voto. Acreditar que falta muito tempo para preparar sua candidatura é um grande erro. O processo eleitoral é dinâmico e permanente e não se limita a pedir voto e esperar pelo resultado. É uma atividade diária e interminável

Se você tem a pretensão de concorrer ao pleito de 2020 e ainda não começou seu trabalho para mostrar aos eleitores que você é uma opção concreta e verdadeira, acelere o passo. O tempo voa

Cada dia desperdiçado agora vai fazer toda a diferença na eleição - Se você tem a pretensão de concorrer ao pleito de 2020 e ainda não começou seu trabalho para mostrar aos eleitores que você é uma opção concreta e verdadeira, acelere o passo. O tempo voa | xaviandrew/pixabay

O que a internet pode fazer por uma campanha de sucesso?

A internet não será a salvação da lavoura. Ela será uma ferramenta importante, mas são necessárias outras ações em primeiro lugar.

Portanto se você tem a pretensão de concorrer ao pleito de 2020, quando serão eleitos prefeitos e vereadores e ainda não começou seu trabalho para mostrar aos eleitores que você é uma opção concreta e verdadeira, acelere o passo. O tempo voa.

Por outro lado, hoje e cada vez mais, um candidato de sucesso precisa reunir três características fundamentais:

Você precisa ser conhecido
Você precisa ser reconhecido como liderança
Você precisa ter uma história e que esteja alinhada aos interesses sociais

Sem esses três atributos, você vai desperdiçar tempo e dinheiro.

Campanhas eleitorais antigas custavam muito caro, davam margem para a corrupção (compra de voto) e geravam poluição sonora, visual e ambiental. Outro fator é a completa impessoalidade na relação político X eleitor. Quantos dos seus eleitores você conhece pelo nome e de quantas demandas sociais efetivas você tem plenas informações?

As campanhas dentro do cenário que se desenha nos últimos três pleitos mostram que os candidatos estão numa corda bamba. O mundo mudou.

Agora você também vai precisar de disposição para se relacionar diretamente com as pessoas, ouvir as pessoas e ter a humildade de mostrar as limitações do cargo que você pretende ocupar.

Vai precisar construir autoridade na vida real e na internet, deixando registrado tudo aquilo que estiver fazendo e em consequência se tornar vitrine permanentemente.

E principalmente falar sempre a verdade.

Números eleitorais interessantes em Uberlândia nas últimas três eleições

Candidatos por vaga - Aumento da disputa

341 candidatos em 2008 para 21 vagas
16,23 por vaga

651 candidatos em 2012 para 27 vagas
24,11 por vaga

687 candidatos em 2016 para 27 vagas
25,44 por vaga

Nulos, brancos e abstenções - Aumento do desinteresse do eleitor

2008 - 83477 para um eleitorado de 396682
21,04%

2012 - 100724 para um eleitorado de 444792
22,64%

2016 - 140057 para um eleitorado de 478250
29,28%

Votos válidos que não elegeram - Votos perdidos pelos eleitos

2008 - 220118 - 70,27% de um total de 313205
2012 - 248418 - 72,20% de um total de 344068
2016 - 249183 - 73,68% de um total de 338193

Votos válidos que elegeram - Diminuição da representatividade

2008 - 93087 - 29,72% de um total de 313205
2012 - 95650 - 27,79% de um total de 344068
2016 - 89010 - 26,31% de um total de 338193

Média de votos dos eleitos*

2008 - 4432 votos por eleito
2012 - 3542 votos por eleito
2016 - 3296 votos por eleito

*Significa que mais candidatos tiveram somas expressivas de voto e não foram eleitos por conta do sistema de apuração.

A tendência é que esses números sigam em progressão, tornando a tarefa de ocupar um cargo no legislativo municipal muito mais difícil.

A partir de agora você terá 2 anos e 10 meses para trabalhar o seu eleitorado e dar visibilidade para as causas que você defende desde que elas estejam alinhadas com os interesses sociais.

E você vai investir muito menos dinheiro para consolidar esse esforço operacional. Vai ter votos verdadeiros, limpos, com nome, endereço e telefone, vai ter uma base sólida com a qual trabalhar e ser realmente reconhecido como representante legítimo da população. E o mais importante, não vai depender do voto de terceiros, nem de trocar favores por apoio o que em geral acaba por inviabilizar um eventual mandato.

A internet vai ter um papel preponderante nessa jornada, mas ela vai precisar refletir suas ações.

A primeira parte do trabalho é atender aos três primeiros tópicos:

Você precisa ser conhecido
Você precisa ser reconhecido como liderança
Você precisa ter uma história e que esteja alinhada aos interesses sociais

A segunda parte do trabalho é construir sua autoridade dando visibilidade às suas ações publicando num blog próprio ou site, tanto o seu pensamento quanto as demandas do grupo social ao qual você pertence e que comunga de suas ideias. Estabelecer um ou mais canais de comunicação direta e frequente com esse público

A terceira parte é utilizar as redes sociais para dar publicidade dessas ações.

Exatamente nessa ordem.

- Se você está exercendo um mandato de vereador, nosso trabalho vai aprimorar e fortalecer suas ações para uma possível reeleição.

- Se você não conseguiu ser eleito na eleição anterior, nosso trabalho vai aprimorar sua rotina de trabalho, dar visibilidade às suas ações e aumentar muito suas chances de ser eleito.

- Se você não se lançou candidato, mas tem as qualidades citadas, disposição e pretensões políticas, nosso trabalho vai dar a diretriz para uma campanha bem feita.

Se como nós, você quer um Brasil melhor, governado com responsabilidade e ética, justo para todos os brasileiros e está preparado para enfrentar esses desafios, nós somos o parceiro operacional que você precisa.

Pedro Reis é jornalista, ambientalista e artista plástico. Editor do FarolCom e do FarolCom Inteligência

Pedro Reis
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A métrica da vaidade

A internet é um meio poderoso e absolutamente indispensável por conta de todas e tantas possibilidades que abre em múltiplas direções. Como tudo até ela, nasceu analógica utilizando o paradigma mecanicista, linear, de mão única e em pouco mais de 20 anos deu saltos exponenciais, como nenhum evento anterior nos 20 séculos anteriores. A linha condutora da vida humana em sociedade


Postagens nas redes sociais podem até fazer sucesso com frases de efeito e registros fotográficos de coisas acontecendo, mas ficam por aí, não criam engajamento

A métrica da vaidade - Postagens nas redes sociais podem até fazer sucesso com frases de efeito e registros fotográficos de coisas acontecendo, mas ficam por aí, não criam engajamento

Hoje, muito além do famoso "www" o conceito de rede se espalha por todas as atividades humanas e nada do que você e qualquer pessoa com mais de 25 anos conheceu, será do mesmo jeito.

Recentemente coloquei a questão política e as redes sociais num artigo e vou ampliar o raciocínio aqui.

Tratei da questão da invisibilidade que as redes sociais acabam promovendo, simplesmente porque faltam dois elementos:

- anterior, a causa

- posterior, a solução

Pessoas não se envolvem em nada que não toque seus corações e mentes, que não vá direto ao ponto, que pelo menos sinalize uma solução, qualquer que seja, que atenda a necessidade básica que aquela pessoa tem.

A política se afastou das pessoas por não falar a mesma língua e as redes sociais alargaram esse abismo.

A métrica da vaidade

Métricas são sistemas para quantificar tendências, comportamentos e outras variáveis que vão permitir que se avalie o desempenho de uma determinada ação e se essa ação está alcançando e envolvendo o público alvo. Vale para produtos, campanhas políticas, oferecimento de serviços e qualquer outra atividade que necessite de validação por parte dos usuários, conumidores, eleitores e por aí vai.

Postagens nas redes sociais podem até fazer sucesso com frases de efeito e registros fotográficos de coisas acontecendo, mas não criam engajamento.

Número de seguidores, curtidas, compartilhamentos e comentários não significam compromisso. Por exemplo, a página do Facebook do Aécio tinha 4 milhões de seguidores e a da Dilma 2,7 milhões e foi ela quem ganhou.

A condição fundamental para que uma rede social possa trazer benefícios é suportada por três pilares prévios:

- O conteúdo tem que ser relevante e inédito.

- Quem posta tem que ser reconhecido como liderança.

- O assunto precisa estar em sintonia com temas de interesse da sociedade e precisam oferecer caminhos para a solução.

Temas abordados de maneira genérica, por importantes que sejam, não vão induzir o cliente/internauta a interagir e quem sabe engrossar a fileira de modo consistente se esses três pilares não forem absolutamente perfeitos e sincronizados.

O grande erro está em achar que número de seguidores, curtidas, compartilhamentos e comentários são um sinal de sucesso.

As redes sociais serão úteis apenas se existir uma causa prévia, os três pilares estiverem sincronizados e as pessoas tiverem para onde ir depois de tomar conhecimento do tema.

A crise institucional

Os temas políticos perderam muito do interesse dos cidadãos, basta acompanhar o noticiário para se ver o descrédito que a atividade vive hoje e nas redes sociais, todos, os bons e os maus políticos acabaram na mesma gaveta. Os próprios dados do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, mostram que há um distanciamento do cidadão na hora do voto.

Exemplo de Uberlândia

Em Uberlândia, o número de eleitores subiu menos que a quantidade de ausências, nulos e brancos.

Em 2012 esses votos perdidos eram 100.724, em 2016 eram 140.057 um aumento de 39.333 e o eleitorado cresceu em 33.458. Isso significa menos 5875 eleitores. Menos votos válidos, menos votos naqueles que se elegeram, mais pulverização entre os mais de 600 candidatos que concorreram ao cargo de vereador.

A Câmara de 2012 foi eleita com 95.650 votos, a de 2016 com 89.010, ou seja 6.640 votos a menos.

Por outro lado em 2012, 248.812 e em 2016, 249.183 eleitores, pulverizaram seu voto entre candidatos que não foram eleitos. E nesse último caso, esses votos poderiam eleger mais três Câmaras.

Ainda há a questão da média de votos dos eleitos. Em 2012, a média dos 27 eleitos foi de 3542 votos cada e em 2016 essa média foi de 3296. Mais pessoas receberam votos, tornando a disputa muito mais acirrada.

Na minha visão isso mostra que o eleitor em geral não acompanha ou não se interessa em quem vai votar, pelo simples motivo que não conhece as histórias.

Onde a internet entra nisso?

1 - Uma causa

2 - Os três pilares citados acima

3 - Canais eficazes de distribuição de informação (blogs, sites)

4 - Feedback segmentado do público

Como fazer acontecer?

1 - Profissionais capacitados

2 - Ferramentas de comunicação

3 - Corpo a corpo pelo menos semanal com sua base

Conclusão

Tem muito político bom de serviço e eu digo, são maioria e tem muita gente que ainda vota, mas não acompanha, não conhece e não se importa em quem vai votar e esses são maioria.

Da parte de quem precisa de voto é questão de entender a mensagem.

Da minha parte sigo pesquisando, estudando e compartilhando as conclusões.

Pedro Reis é jornalista, ambientalista e artista plástico. Editor do FarolCom e do FarolCom Inteligência

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Os salvadores da pátria e o precipício

A primeira sensação que vem é a do precipício. Agitando os braços loucamente, os salvadores da pátria estão nas margens de rio caudaloso chamado Brasil, oferecendo toda a sorte de bugiganga ideológica, como se o país fosse um imenso mercado de peixe. Nós, enquanto isso, boiamos ao sabor da correnteza, tendo a nítida impressão que é o precipício mesmo o nosso destino.

Colocar as coisas em ordem é tarefa para um presidente arrojado e que saiba se cercar de gente tão ou mais competente que ele

Os salvadores da pátria e o precipício - Colocar as coisas em ordem é tarefa para um presidente arrojado e que saiba se cercar de gente tão ou mais competente que ele | StockSnap/pixabay

Não precisamos de salvadores da pátria, não precisamos de populistas, nem de covardes e arrogantes que prometem o impossível para ter o doce prazer de sentar na cadeira mais cobiçada do país.

A hora é de dizer não.

O Brasil tem problemas imensos de abandono, obras não concluídas, coisas feitas pela metade, frutos do imediatismo populesco que tampa o Sol com a peneira e não resolve as questões de infraestrutura que minam todos os esforços de desenvolvimento por aqui.

É de se lembrar que mais da metade da população não tem acesso a saneamento básico, o que na minha visão constitui o aspecto mais desumano dentro dessa absoluta e centenária falta de planejamento.

Temos a corrupção como norma suprema vigente, desde as mais diminutas ações até as grandes obras que ou bem param pelo caminho, ou levam décadas para entrar em funcionamento. Não raro com problemas de infraestrutura.

Então, penso eu, é importante que se resolvam as questões estruturais dos portos, aeroportos, linhas férreas, rodovias, sistema de saúde, saneamento, geração de energia, mobilidade urbana, educação e trabalho, antes de se estender a área urbana das cidades o que só aumenta o problema, antes de inventar moda para ser eleito.

Nesse emaranhado de coisas incompletas que fazem o país parecer um Frankenstein, inverter a ordem das coisas devolvendo o poder e a arrecadação aos municípios em primeiro lugar e às unidades da Federação em segundo e só no fim da linha ao Governo Federal é que vai começar a reverter o modelo centralizador e anacrônico do Brasil.

Pensar que em Brasília se decidam políticas públicas para aplicação de norte a sul é a coisa mais sem pé nem cabeça que pode existir. O desenvolvimento do país é esse Frankestein por conta disso.

Colocar as coisas em ordem é tarefa para um presidente arrojado e que saiba se cercar de gente tão ou mais competente que ele e não de falastrões oportunistas que querem impôr a própria vontade de seus egos inflados achando que dando é mais fácil do que ensinar a fazer.

Fomentadores da miséria para justificarem sua pseudo bondade, seu pseudo altruísmo. Mantenedores da política do "um pé de bota antes de eleito e o outro depois". Acredito que os brasileiros estão fartos disso, embora muitos ainda apoiem esse estado de coisas.

Precisamos de um administrador, de alguém que saiba o que deve ser feito e que tenha experiência larga nessas questões.

Nem galãs, nem pai do povo, nem mamãe, nem rostinho bonito, nem bravatas iradas.

Precisamos de um administrador.

Que coloque o Estado do tamanho certo e das atribuições específicas de organização e hierarquia como numa grande empresa. Distribuindo as responsabilidades a partir das cidades, de baixo para cima, exatamente ao contrário do que temos hoje.

Estado mínimo, não significa Estado ausente. Estado mínimo é deixar as pessoas trabalharem, produzirem, desenvolverem ideias e fazer o papel de fiel de balança quando necessário. Já o Estado ausente é aquele em que vivemos hoje, onde os Poderes se confrontam e atropelam as atribuições uns dos outros visando preservar suas respectivas "boquinhas".

Se arrumarmos as questões de infraestrutura, aos poucos acabaremos com a pobreza, com a bandidagem, com os atravessadores, com os cambistas, despachantes e toda sorte de gente que suga a energia das pessoas aproveitando as rachaduras da nossa máquina velha e carcomida e por extensão acabamos com a corrupção.

Tecnologia existe, questão de colocar em funcionamento. A pessoa com capacidade para conduzir esse processo, também existe, mas não fará tudo o que falta. Isso vai levar 20 ou 30 anos, desde que saibamos afastar toda a galerinha faminta para sentar na cadeira mais importante do país e nossa arma não é o voto, mas a atenção em saber quem são de verdade os que pleiteiam esse voto. A palavra-chave é "antes", porque depois de "Inês morta", restará apenas o enterro.

Eu sei que a pressa pode nos trazer outra caricatura para ocupar o cargo, então sugiro conhecer o trabalho de todos antes de sair fazendo campanha para gente que coloca o Brasil na lupa de um único problema, cuja única intenção é sentar na cadeira e usufruir das benesses que ela proporciona.

Nossa impaciência ou preguiça, delegou as funções nobres do país a muita gente sem qualificação e agora que está doendo muito no nosso bolso e na nossa vida é hora de aguentar como nunca fizemos antes e eleger aquele que reúne todos os requisitos para nos governar. Preste apenas bastante atenção.

Brasil. Não é dessa vez ainda. Melhorar é questão de tempo. Sejamos sensatos. Há muita lama para pisar e limpar.

Pedro Reis é jornalista, ambientalista e artista plástico. Editor do FarolCom e do FarolCom Inteligência

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